Mal vivemos a Educação 4.0 que pretendia revolucionar os processos de Ensino e Aprendizagem através de uma maior integração entre as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação com as salas de aula, e já estamos estudando a Educação 5.0… Na Educação 4.0, o foco era, na maioria das vezes, o mercado de trabalho, vivenciando práticas que permitissem múltiplos cenários para nossos alunos.

A Educação 5.0 busca ampliar essa importância da Era Digital para integrar elementos como Empatia, Habilidades Cognitivas e Consciência Ambiental. Agora, as escolas precisam afinar mais o desenvolvimento socioemocional dos nossos alunos com as competências tecnológicas.

Esse debate já vem sendo provocado há alguns anos nos documentos que discutem o futuro da sala de aula como o Innovating Pedagogy e o Horizont Report.

Para pensar a escola do futuro, uma organização sem fins lucrativos, a KnowledgeWorks, situada nos Estados Unidos (Ohio), reuniu especialistas para desenhar os próximos anos da educação mundial. O desenho apresenta elementos essenciais para se repensar a sala de aula de futuro.

Para os especialistas, cinco caminhos devem ser observados: (1) automação, (2) tecnologias que afetam o funcionamento do cérebro, (3) narrativas tóxicas sobre sucesso e realização pessoal, (4) mudança na estrutura de comunidades e (5) as superpotências civis.

Inteligência artificial e algoritmos estão automatizando muitos aspectos de nossas vidas. Cidadãos engajados e organizações cívicas estão buscando reequilibrar o poder. As pessoas têm acesso crescente a ferramentas e percepções que estão remodelando nossos cérebros de maneiras planejadas e não intencionais. Sistemas desatualizados e desalinhados e métricas de sucesso estão contribuindo para problemas crônicos de saúde. As comunidades estão trabalhando para se refazer diante de transições profundas (KNOWLODGEWORK, 2018).

É essencial hoje não apenas inserir as tecnologias digitais na sala de aula, mas sobretudo envolver o estudante em estratégias que superem o academicismo vigente. É necessário entender como se aprende, compreender os benefícios da neurociência no processo de aprendizagem, estabelecer parcerias com entidades não formais e ainda integrar as comunidades locais com as escolas.

Diante desse cenário, a neurociência, juntamente com os estudos sobre empatia e tecnologias digitais podem permitir trilhas mais possíveis para o processo pedagógico nas salas de aula. Mas, estamos realmente preparando nossos alunos das licenciaturas para essa revolução na educação?

Vale a pena conhecer melhor o projeto KnowledgeWorks no site https://knowledgeworks.org/resources/forecast-5/

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